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11 Julho

A TI trabalha sim! E muito! (parte 2)

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Antes de começarmos a entrar no misterioso e obscuro mundo da TI, com suas piadas que ninguém entende (sempre lembrando, sou nerd desde pequeno), suas telas pretas cheias de códigos e uma capacidade insana de ingerir grandes quantidades de café, primeiro precisamos fazer algumas definições importante, tanto em nível técnico quanto empresarial. Penso que isso facilitará uma série de compreensões para todos os tipos de leitores. Neste post começo com uma breve história da TI. 

A tecnologia da Informação, famosa TI, é a evolução de um termo muito utilizado até pouco tempo atrás: Informática. E antes da informática, já existia a computação. O termo computação tem origem no vocábulo latim computatio. Esta palavra permite abordar a noção de cômputo enquanto conta ou cálculo, mas é geralmente usada como sinônimo de informática. Este resgate é importante, pois a computação não está ligada à informática atual. Pelo contrário. Durante milhares de anos, a computação foi executada com caneta e papel, ou com giz e ardósia, ou mentalmente, e por vezes com o auxílio de tabelas ou utensílios artesanais. Os primeiros registros da tentativa de automatizar estes cálculos com sucesso, de forma a serem mais eficientes e rápidos do que os executados por pessoas, foram do britânico Alan Turing (conhecido por seu pioneirismo na ciência da computação), com sua máquina que conseguia decifrar o sistema de criptografia alemão ENIGMA durante a Segunda Guerra Mundial. Recomendamos o filme sobre sua história, chamado O Jogo da Imitação (em cartaz no Netflix mais próximo de você…).

Porém foi a partir da década de 40 do século XX que começaram a surgir os computadores de uso geral a válvula. Já na década de 50 surgem a segunda geração de computadores, marcada pelo uso de transístores. A partir daí foi possível criar o computador idealizado por Turing: destaque para o Univac 1101, um equipamento de 12 metros de comprimento e 6,1 metros de largura que usava 2.700 tubos a vácuo para seus circuitos lógicos. Para se ter uma idéia, a memória deste equipamento equivalia a 48 bits. Nossos celulares hoje possuem 2 GB de memória, ou seja, 16.000.000.000 bits.

Na década de 60 surgem os microprocessadores, e os computadores, antes do tamanho de salas, começam a ganhar proporções mais enxutas. Um dos principais computadores deste período, o DEC PDP-8, tinha o tamanho de um frigobar (dos grandinhos).

Os anos 70 nos apresentam os primeiros computadores portáteis, que se tornariam os computadores pessoais. Até este momento os computadores eram utilizados principalmente em universidades e grandes corporações (além do uso militar e das agências governamentais americanas e européias). Nesta década surgem os primeiros computadores da empresa APPLE.


A partir da década de 80 do século XX começam a aparecer os primeiros computadores pessoais com monitor. Nesta época um estudante americano chamado Bill Gates ofereceu para a fabricante IBM uma forma mais fácil de vender seus microcomputadores: um sistema operacional que já iria pré-instalado, para que os usuários pudessem começar a usar seus novos equipamentos logo que os comprassem. Este sistema operacional, chamado de Disk Operating System, ou DOS, veio a evoluir para um sistema gráfico de janelas, chamado Windows, iniciado na versão 3.1 e atualmente na versão 10.

A história a partir de então é um pouco mais recente. A partir da década de 90 começam a proliferar inúmeras empresas com diferentes tecnologias e soluções. Um projeto, iniciado pela agência de defesa americana lá na década de 60 para comunicação entre servidores de universidades viria a se tornar a Internet como a conhecemos, e a computação em rede possibilitou o início da computação colaborativa dentro das empresas, surgindo assim a necessidade de profissionais cada vez mais especializados para a ativação e manutenção destes recursos nas corporações. Surgiam assim os profissionais e as equipes de informática.

Ler 560 vezes Última modificação em Quinta, 24 Agosto 2017 08:44
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Rafael Mentz Aquino

Rafael Mentz Aquino é sócio diretor da LK6 TI. Formado em Gestão de TI com pós graduação em Governança de TI, é usuário de FreeBSD deste 1999, entusiasta de Software Livre e focado no desenvolvimento de soluções para um mercado em constante mudança.

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